As pessoas estão pouco empáticas, mais fanáticas, muito apáticas.
E tudo que se tem é medo.
As pessoas vivem sangrando, sangue de batalhas diárias,
lutando, lutas já perdidas
Esperando. A esperança é a última que morre.
E tudo que não se pode ter é apego.
As pessoas
Seres humanos sem humanidade,
À mercê da calamidade incentivada pela desigualdade
Social, cultural, desleal.
E o que mais se espera é verdade.
Verdade das palavras, dos sentidos para os vividos sofridos
Pela fé que dá, que tira, que leva, motiva e intensifica.
Fé que separa.
E o que resta é vazio.
Bom fim, bom começo: Alana Araújo
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Estranho encantar-se com uma nuvem?
Talvez sim, se não é possível vê-la com olhos cobertos de simplicidade. É possível ser impossível se a leveza da magia contida nas gotas de água em formato de algodão alado não entorpecem seus sentidos com a proximidade do infinito que muitos jamais irão ter. Encantar-se com algo que exala doçura, mesmo quando se exibe vilão do dia.
Contra o sol, desvenda-se em várias formas, faces, tamanhos, sendo capaz até de diluir-se em cores.
Contra o sol? A favor do sol.
Contra o mar, torna-o revolto, destemido e obscuro, uma nuance só vista em momentos de angústia por ser profundo mas não poder alcançar a plenitude do céu. O mar consegue envolver os sentidos com seus humores fascinantes.
Contra o mar? A favor do mar.
Nuvem, que com sua presença consegue desbravar inquietudes nos seres. Sua ausência se faz sentida da mesma forma. Algo tão sublime por ser uma combinação de experiências físicas e químicas e com a humildade da presença no passar das horas, consegue dizer:
NU, VEM.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Energia. Empatia. Energia. Apatia. Disforia. Empatia.
Conhecimento.
Decisão.
Passos necessários para a busca da verdade dentro de si. Busca que pode ser confundida ou atrelada ao minúsculo momento em que tudo parece certo, mesmo quando errado... Errado?
Felicidade.
A busca incessante pelo que nós e somente nós mesmos podemos nos dar. A paz pura. A vida. A morte. A cura.
sábado, 24 de agosto de 2013
A rosa sem rosa
A Segunda Guerra Mundial, conflito que ocorreu entre os anos de
1939 a 1945, teve um desfecho trágico: o bombardeio nuclear nas cidades
japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Numa demonstração de força nuclear por parte
dos Estados Unidos da América, que já iniciava um confronto ideológico com a
URSS, a cidade de Hiroshima foi completamente destruída pela Little
Boy, como era denominada a bomba nuclear. Posteriormente, a cidade
de Nagasaki foi bombardeada, em dimensões menores. O poema “Rosa de Hiroshima”
de Vinícius de Moraes traz reflexões sobre as consequências desse bombardeio.
Os ataques provocaram a morte de mais de 250 mil pessoas em
Hiroshima e cerca de 100 mil em Nagasaki, além do desenvolvimento de queimaduras,
cegueira, surdez, cânceres, etc. na população e desastres ambientais que
aumentaram a cadeia de contaminação pela radioatividade na região.
O poema faz o leitor lembrar-se das imagens que o
poeta quer passar e reflita. No início do poema, para cada par de versos é
possível forjar uma fotografia retratando o sofrimento das pessoas afetadas. A
rosa faz alusão à flor ou cogumelo formados pela bomba, com dejetos e materiais
radioativos que esmagaram as cidades atacadas. Caracterizada em uma espécie de
metonímia, a rosa sem perfume, sem rosa e sem nada simboliza a própria
Hiroshima que sofreu efeitos desoladores.
É importante destacar que Hiroshima é, atualmente, uma cidade
moderna e desenvolvida, pois ocorreu um processo eficaz de reconstrução da
área. Entretanto, ainda hoje, os descendentes dos habitantes afetados sofrem
com as consequências da radioatividade, havendo deformações físicas,
desenvolvimento de cânceres, entre outros.
Ler para crer
Ler está intrinsecamente ligado ao que desenvolveu a humanidade como uma verdadeira sociedade: a escrita. Sem escrita não há leitura e vice-versa. Esta palavrinha é exposta por ela mesma, e a própria nos expõe. Em tudo ela está contida e tudo ela contém. Na leitura estão a diversão, a aprendizagem, o questionamento, a descoberta, o ócio e o desenvolvimento.
Ela envolve a tudo e tudo a envolve.
Não há necessidade de livros, autores renomados, e de conteúdos massivos. A leitura está em cada momento da vida, no que está escrito e nas entrelinhas. Ler é uma arte que poucos dominam, mas que todos devem praticar, pois é fundamental para o desenvolvimento de conhecimento e relações pessoais.
A leitura expõe, impõe, esconde e aponta. É geográfica, historiadora, matemática, biológica e filosófica. É você mesmo, é o outro, é o conjunto e o individual. A leitura faz parte do show.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Viver é melhor que sonhar, viver é batalhar
Vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar...
Houve um tempo em que os homens em suas tribos eram iguais... Veio a fome e então a guerra pra alimentá-los como animais. Não houve tempo em que o homem por sobre a Terra viveu em paz. Desde sempre tudo é motivo pra jorrar sangue cada vez mais.
O homem é o lobo do homem!
Eu tô firme e forte nessa batalha! Com um dom, com uma força e com uma certa magia...
Houve um tempo em que os homens em suas tribos eram iguais... Veio a fome e então a guerra pra alimentá-los como animais. Não houve tempo em que o homem por sobre a Terra viveu em paz. Desde sempre tudo é motivo pra jorrar sangue cada vez mais.
O homem é o lobo do homem!
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Mutatis Mutandis
"Tem que ter conceito, recurso e canhota. Carcaça de dinossauro e destreza de gaivota, sem olho de Tandera, mantendo a humildade... O que arde cura, mas nem tudo que cura arde. Antes tarde do que mais tarde, pra tudo tem hora na marcha da humanidade"
Forfun, Tropicália Digital
Assinar:
Postagens (Atom)