terça-feira, 24 de novembro de 2015


Estranho encantar-se com uma nuvem?

Talvez sim, se não é possível vê-la com olhos cobertos de simplicidade. É possível ser impossível se a leveza da magia contida nas gotas de água em formato de algodão alado não entorpecem seus sentidos com a proximidade do infinito que muitos jamais irão ter. Encantar-se com algo que exala doçura, mesmo quando se exibe vilão do dia.

Contra o sol, desvenda-se em várias formas, faces, tamanhos, sendo capaz até de diluir-se em cores.
Contra o sol? A favor do sol.

Contra o mar, torna-o revolto, destemido e obscuro, uma nuance só vista em momentos de angústia por ser profundo mas não poder alcançar a plenitude do céu. O mar consegue envolver os sentidos com seus humores fascinantes.
Contra o mar? A favor do mar.

Nuvem, que com sua presença consegue desbravar inquietudes nos seres. Sua ausência se faz sentida da mesma forma. Algo tão sublime por ser uma combinação de experiências físicas e químicas e com a humildade da presença no passar das horas, consegue dizer:




NU, VEM.

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