sábado, 24 de agosto de 2013

A rosa sem rosa

A Segunda Guerra Mundial, conflito que ocorreu entre os anos de 1939 a 1945, teve um desfecho trágico: o bombardeio nuclear nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Numa demonstração de força nuclear por parte dos Estados Unidos da América, que já iniciava um confronto ideológico com a URSS, a cidade de Hiroshima foi completamente destruída pela Little Boy, como era denominada a bomba nuclear. Posteriormente, a cidade de Nagasaki foi bombardeada, em dimensões menores. O poema “Rosa de Hiroshima” de Vinícius de Moraes traz reflexões sobre as consequências desse bombardeio.
Os ataques provocaram a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima e cerca de 100 mil em Nagasaki, além do desenvolvimento de queimaduras, cegueira, surdez, cânceres, etc. na população e desastres ambientais que aumentaram a cadeia de contaminação pela radioatividade na região. 
O poema faz o leitor lembrar-se das imagens que o poeta quer passar e reflita. No início do poema, para cada par de versos é possível forjar uma fotografia retratando o sofrimento das pessoas afetadas. A rosa faz alusão à flor ou cogumelo formados pela bomba, com dejetos e materiais radioativos que esmagaram as cidades atacadas. Caracterizada em uma espécie de metonímia, a rosa sem perfume, sem rosa e sem nada simboliza a própria Hiroshima que sofreu efeitos desoladores.

É importante destacar que Hiroshima é, atualmente, uma cidade moderna e desenvolvida, pois ocorreu um processo eficaz de reconstrução da área. Entretanto, ainda hoje, os descendentes dos habitantes afetados sofrem com as consequências da radioatividade, havendo deformações físicas, desenvolvimento de cânceres, entre outros.

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